Dois times velejando (quase) à perfeição, mas somente 1 saiu vencedor no sexto dia da 36a. America’s Cup

Hoje foi um dia difícil para os detratores dessas fantásticas máquinas de corrida que são os AC75. Que regata!

Peter Burling do ETNZ conseguiu uma largada perfeita, pouco à frente de Bruni/Spithill e o que vimos a partir de então foi o mais puro Match Race, o time LRPP velejando de forma bastante agressiva, distribuindo cotoveladas e tentando impor o máximo de desvantagem ao ETNZ.

A primeira perna de contravento viu a liderança trocar de mãos algumas vezes e o LRPP passou o gate 1 com vantagem de apenas 1s sobre o ETNZ.

Na segunda perna, a favor do vento, na aproximação do gate 2, Bruni/Spithill deram um jaibe em cima do ETNZ e forçaram o oponente a velejar cerca de 100m a mais, fazendo com que o adversário passasse com atraso de 8s ao passar o gate.

A opção de Burling então foi a de explorar o lado oposto da raia, com mais trocas de liderança e regras de regata sendo exploradas ao máximo.

Até a fatídica 5a. perna, de contravento, onde Bruni/Spithill deram um bordo em cima do ETNZ, para sujar-lhes o ar e protejer o lado esquerdo da raia, que aparentemente tinha maior pressão de ar. Ato contínuo, Burling cambou, percebendo uma rondada de 15o que lhe favoreceria em sua subida ao penúltimo gate. Impressionante como o time neo-zelandês aperfeiçoou suas manobras.

Dito e feito, a rondada desfavoreceu tanto ao time italiano, que os neo-zelandeses montaram a última boia de contravento com cerca de 200m e 18s de vantagem sobre o time italiano. Sorte, instinto ou pura técnica? Difícil de saber…

A partir daí, o ETNZ apenas administrou e ampliou a vantagem para mais de 400m, cruzando a linha de chegada com 30s de vantagem para o LRPP.

Devido às condições meteorológicas, a segunda regata foi cancelada e as provas recomeçam amanhã, às 16h15, horário local (00h15 horário de Brasília).

Com esse resultado, o placar a favor do ETNZ se ampliou para 6 a 3, fazendo com que os “kiwis” praticamente colocassem uma mão na taça.

Mas, jamais se pode cometer o erro de achar que Spithill e o time italiano são carta fora do baralho, pois não é a primeira nem a mais difícil situação que o timoneiro do LRPP reverteu em sua carreira.